quarta-feira, 12 de agosto de 2009

JESUS CRISTO (EXEMPLO)




Sob o pesado madeiro
Envolto a enorme multidão de pensamentos perversos
O enviado de nosso pai maior
Caminhava entre passos vacilantes

Cabeça, mãos,
Pés; corpo todo ensangüentado!
Mas com face tranqüila e olhar sereno
Continuava o mestre
Firme em sua missão

Sofria o mensageiro, com o coração rasgado!

Coração cheio de paz e luz
Coração amigo.
Coração irmão de toda humanidade
Coração amigo ate mesmo dos ditos inimigos.

Fora traído e abandonado
Pelos amigos discípulos.
Sem magoas
Seguia em frente
Para terminar o que na terra veio fazer.

O que pensava será o devoto enviado de deus naquela hora extrema?...

Madeira, sangue, dores...

E ele seguia seu caminho de pedras.
Semblante tranqüilo... Forças e fé... Vindas do pai!

Ali, visível aos olhos humanos,
Parecia somente sofrimento.
Mas ele sabia!... Sabia de todos os anjos em sua volta,
Sabia que a fé move montanhas... Sabia que deixaria o que trouxe lá de cima...
Sabia que a missão destinada ao encarregado divino
Completar-se-ia.

Sabia de deus em seu coração e de todos nós... Sabia que o corpo morreria...
Sabia para onde a alma iria! A hora era chegada!
Pensava sereno! O consolador enviado!

E depois, no momento final,
Rogou ao pai, com caridade, que perdoassem a todos.
Porque realmente não sabiam o que faziam!
E assim, repleto de luz, subiu acima dos céus.
Para o grande encontro com o pai!


05/08/2009 23h50min h

segunda-feira, 6 de julho de 2009

DIÁLOGO COM UMA CRIANÇA






Hei, criança...
Não ria, não zombe de mim

Pensa que estou enrolado;
Encarcerado?
Não zombe. Acha que estou enjaulado,
Que cai encantado
Nos braços de alguém?

Hei, criança...
De sorriso de criança
Não toque ciranda
Zombando de mim.

Acha que estou preso e flutuando?
Que cai enjaulado e encantado,
Nos braços de um bem?

Vai criança, sorria.
Pode ir.
Estou mesmo abobado!
Flutuando,
Realmente encantado,
Cai aprisionado nos braços de alguém.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

CAUSA E EFEITO




Os homens brigam entre si
Porque não descobriram ainda o amor
Brigam, se desentendem, estressam – se
Porque não descobriram ainda que somos um só.

Somos todos iguais,
Ninguém é mais.

E não descobrimos isso ainda.
Por isso nos gladeamos
Nos machucamos, nos arrebentamos

E depois – estranho – Nos arrependemos.

Não descobrimos que somos amigos
Que somos filhos queridos de um só
Estamos iludidos,
Somos mentes anestesiadas
Por isso brigamos tanto.

Ainda não encontramos a paz
A serenidade.
Por isso queremos sempre mais
Ansiamos sempre mais
Por que não encontramos a paz.



Isso nos faz infelizes...
Mas vejam só – as vezes até pensamos que somos felizes – Somos sim, mas um pouquinho só; É só um grau.
Ainda não encontramos a verdadeira
A verdadeira paz e felicidade,
E é por isso que nos gladiamos tanto.

19/06/2009 11:40 hs

domingo, 21 de junho de 2009

BAGAGEM



De tudo leva – se um pouco.
Um pouco de coragem
Um pouco de sorriso
Um pouco de maldade
Um pouco de vida
E, também, um pouco de morte.
De tudo leva – se um pouco
De tudo perde – se um pouco
De tudo mas de tudo mesmo
Ganha – se um pouco.
Um pouco de porrada
Um pouco de pancada
Um pouco de glória
Um pouco de fundo do poço.
Um pouco de bebida
Um pouco de ressaca
Um pouco de carinho
Um pouco de desprezo.
Um pouco de alma livre
Um pouco de presidio.
Um pouco de amigos
Um pouco de inimigos.
Leva – se um pouco
De tudo que se vive.
Um pouco de vontade
Um pouco de desanimo.
Leva – se de tudo um pouco
De tudo. De tudo mesmo.
Um pouco de atitude
Um pouco de recuo.
Um pouco de peito aberto
Um pouco de escudo.
Um pouco de limites
Um pouco de sem fronteiras.
Um pouco de tristezas
Um pouco de alegrias.
Um pouco de delicias
Um pouco de amarguras.
Um pouco de beleza
Um pouco de horrível.
De tudo leva – se um pouco
De tudo
Carrega – se um pouco.


A mala cheia
Carrega de tudo um pouco
Um pouco de saudades
E um pouco de futuro.
De tudo um pouco.
Na mala pesada
Cheia
Bem cheia
De tudo um pouco.
06/04/2008

BELAS COISAS




Gozar cada momento.
Ver o vôo dos pássaros
As luzes da cidade
A doce forma de andar das meninas.
Caminhar de passo leve pela cidade
Passo a passo
Sentindo cada momento das ruas.
Passar pela praça e olhar
As belas folhas e flores das árvores.
Olhar a lua pela janela
E ver....
Como é lindo seus raios
A iluminar a cidade.
Vestir uma camiseta nova
E sair....
Sem destino....
Ao encontro do acaso.
Mais uma vez,
da janela,
Contar estrelas no céu
Ou somente olha –las
Contempla – las....


Encontrar um amigo
Na esquina
E conversar por mais de uma hora
Sem ver o tempo passar.
Ou,
quem sabe,
uma linda amiga
A futura namorada.
Ver o sol abraçar a noite
Infalível.
A clarear a vida
Deixando a noite para o amanhã
Fazer uma prece
Ou uma reflexão, de coração.
E perceber, sentir
Que deus está sempre por perto
A cada passo.... em qualquer lugar.
Encontrar,
Depois de um longo tempo,
Os pais com saúde
E dar e receber um longo , gostoso e carinhoso abraço.
Sentir o vento.
Doce.
Passeando pelo rosto
E refrescando o corpo.
Andar de corpo leve.
Alma leve.
Receber um sorriso espontâneo
E melhor ainda, dar um espontâneo sorriso.

HAVERÁ UM TEMPO



Haverá um tempo em que a paz reinará.
O amor, como cachoeira rolando
Passará por todos os seres com mão amiga
Limpando tudo que é podre.
Haverá um tempo
Em que a dor não tem mais força
E não chega aos nossos pés
E tudo que é vida vai se gostar.
Todos os homens vão se dar.
Agora livres e transparentes.
Sem computadores para se soltar.
Em um mundo real
Frente a frente
Com afetos para gladiar.
Na arena, vamos ver quem sorri mais!
Morrer? Só se for de rir!
Haverá um tempo
Em que as pessoas terão coragem de mostrar quem são.
Sem máscaras
O essência viverão.




Não haverá mais "super – heróis!"
Haverá um tempo
Em que todos vão viver.
Esse tempo vai chegar! Onde nada vai abalar!
As pessoas não serão mais como boiada
Correndo ao encontro do nada.
Haverá um tempo,
Em que sem medo de voar,
Tudo que é vida vai se arriscar.
Sem medo de errar.
Esse tempo vai chegar! Pode esperar!
Tempo de pessoas doces e amigas.
Tempo de gente gentil,
Esse tempo vai chegar!
Vai... vai... vai!
Pode se arriscar!

quinta-feira, 18 de junho de 2009

CAMINHO DE LUZ



Todos os dias agora
Ser como o sol
Que brilha com força e desenfreado.
Todas a manhãs
Levantar –se e erguer –se
Com clareza e alegria brilhante.
Brilhando. Deitar –se ... rolar –se na vida.
E viver....
Leve e com sorriso.
Soltar – se na vida como os raios de sol
Que enchem de brilho cada canto
Cada beco por onde passa.
Sentir o corpo queimando
A alma pulando. Vida, correndo nas veias.
Sentir o cheiro do dia
Envolver –se em cada manhã
E deitar –se a noite com satisfação
Ou nem deitar.
Seguir pela madrugada
Sempre cheia de delírios e fantasias.
Um dia novo é sempre um recomeço.
Sempre um desejo a mais.
Um novo dia – Um novo sonho; novas vontades e desejos; Novas emoções.
A vida não corre lá fora!
Ela se passa aqui dentro!
Dentro do peito.
Antes disto, cravada na alma.
A vida: Com seus abraços e pontapés.
Se entorpecer de sol ... a cada dia que se levantar.